Era uma vez uma turma (cap. I )
O primeiro teste
Era desta e não havia escapa possível: o primeiro teste do ano ia ser feito- e mai’ nada.
TIC era, é e sempre será, uma disciplina diferente das outras, e concretamente mais apreciada na Família. Sendo todas umas computoólicas agudas, o que mais aprazia era ter uma disciplina que nos ensinava a tratar melhor dos nossos “bebés”, e que ainda nos proporcionava um quarto de hora (como quem diz, meia horita) de messenger e hi5. Era desta mesma disciplina, tão recente nos nossos horários, que iria ser feita a primeira ficha avaliação sumativa do primeiro trimestre do 9º ano 2005/2006.
A data havia sido convenientemente marcada na primeira gloriosa aula desta disciplina, na 2ª semana de aulas, (ou primeira, pois a autêntica primeira tinha sido uma sexta feira), na última aula de 5ª feira- ou seja, antes do almoço, depois da primeira aula de Educação Física (em que haviamos jogado vólei). Uma voz falou por todas, posto a nu os nossos pensamentos ingénuos e receosos, «Iiih... dia 11 de Outubro?!? Isso ainda anda a léguas!». Sempre que penso nesta exclamação apetece-me rir, rir e morrer a rir, rebolar-me no chão a rir e engasgar-me com tanta gargalhada, com o ridículo que isto soa... agora. Ao que parece, as tais “léguas” foram mais “milímetros”- dando uma pequena alusão à nossa pequena directora de turma.
Na semana passada (na sexta-feira, vá) começamos a aperceber-nos que algo de errado estava e que, segundo as nossas contas exageradas (ou não!) nem uma semana de aulas “livre”- sem testes- para nos lamentarmos com as notas. Não senhor, iria ser tudo corrido a testes seguidos e fichas e fichas de avaliação non-stop, até às férias de Natal (que ainda pra’ lá vão!). E que, pois é, já na terça-feira o autêntico pesadelo dos estudantes começaria...
O fim-de-semana correu levemente, sem nada a salientar, (isto posto que a ida programada pela maioria das alunas ao loft tinha sido adiada para a próxima semana), e assim, suavemente, começou a 4ª semana de aulas.
Segunda-feira foi como outra qualquer passada na companhia das Power; exactamente igual a sexta, com o mesmo burburinho referente ao fim-de-semana, o mesmo cansaço (ainda que provocado por outras actividades, de longe, mais divertidas), e o mesmo espírito provocador que tão marcantemente dá o nome à nossa turmita. Fora uma chuvada tropical ou outra, foi um dia “light” passado em “modo económico”, enquanto utilizavamos um furacão como pretexto para ter menos trabalho no decorrer das aulas...
Apenas à tarde se começou a falar no tal teste que iriamos ter no dia seguinte...
- Alguém sabe se o teste de TIC é quinta?- perguntara Joana Alvim, com o mesmo ar leviano, esquecido e feliz do costume.
- ‘Tás parva Joana??- praguejou Ana Catarina num tom um tanto desafinado.- É amanhã.- declarou, triunfante sem razão aparente.
- É é.- suspirou Bia num dejeito leve, enquanto arrumava uns papéis de cima da mesa.
- Ai é? Mas que porcaria...- consentiu em dizer Teresa Gala, a nossa “Zagalinha”, que, mesmo sabendo que seria amanhã, tinha de concordar que era um absurdo termos um teste “tão cedo no nosso calendário”.
- Tsk..., olha, é a vida!...- disse Ana Margarida, batendo as pestanas que cortinam os olhos verdes, enquanto se voltava para trás de modo a prosseguir os árduos trabalhos de arrumação da mochila.
- ‘Té manhã...- resmunguei eu, estupidamente feliz por ter o prazer de completar o primeiro resumo em Word do ano.
- Xicona, não te esqueças de pedir à tua mãe... – lembrou Sara num tom grave e preocupado.
- Ok ok, não me esqueço!- murmurei.- E _ ah_ como é que se faz em relação aos convites?
- Nós tratamos de tudo.- e Ana Catarina piscou um olho a Sara e Inês Fonseca.
- ‘Tá. – ia a sair quando...- MADALENA NÃO TE ESQUEÇAS DO PORTÁTIL!- um grito confirmativo deu-me a resposta.
A manhã seguinte (de hoje, o dia em que escrevo) foi igualmente húmida, com um tempo estranho e ameaçador, uma chuva quente e grossa que caía em cima dos capots dos carros e fazia estremecer de frio, não se justificando em termos de temperatura.
- Ai que giras!- disse Mariana Eloy (a LóLó) numa tentativa de ser emotiva, mas que apenas resultou numa frase que, de tão inexpressiva, quase parecia sarcástica.
- Ó-ó-olha esta?- Filipa (... folopa, quanto a mim!) apreciava as fotos que havia tirado ontem, não podendo evitar um sorriso de orelha a orelha que cada vez mais frequentemente se podia observar, devido às falhadas tentativas de a esconder com a mão.
- SARAAA! Não dá, a minha mãe tem uma festa de uma prima (passada da boca também, LOL), e nem me deixa ir, nem vos deixa dormir cá... pelos vistos vão mesmo ter que vender o corpo ao tal míudo para ele vos dar “abrigo”!- disse, num tom de brincadeira para não mostrar o meu descontentamento.
- Oh, mas e então que fazemos, Xica?- a Fonseca tentou mostrar o seu “ar de querida”.
- Como disse; vendam o corpo ao tal vosso amigo que talvez ele vos dê sítio onde dormir!- e pisquei o olho.- Ò Joana Rita, dá aí uma espreitadela aos apontamentos que fiz... hem?, com classe não é?... eu bem disse!- e sentei-me na cadeira para por em dia a conversa fiada do costume.
Por mais infeliz que seja, a primeira aula foi Físico Química (um tempo de 45 minutos que foi parcialmente dedicado a falar sobre o museu da Carris, que iriamos visitar no dia a seguir—mesmo não sabendo o que raio é que isso tem a ver com física...) e outro tempo de Religião, em que se discutiu entusiasticamente a teoria do evolucionismo, a ciência e religião em conflicto (ou não—isto segundo o meu ponto de vista) e tal... maaais “conversa de encher chouriços” [citando a professora Catarina Antunes, num momento brilhante antes do teste].
- Oh, sim, como se Deus fosse assim... estou mesmo a ver, pegar num punhado cheio de barro e dizer «Plim plim que se faça.... hm... homem!», género Harry Potter, e depois armar-se em homem-do-talho e arrancar uma costela ao pobre do Adão e dizer «Mulher!! HAHA» .
- Ò Francisca...- começava a Guida para contra-argumentar a minha tese que mesmo estapafúrdia estava certa.
- NANANAMANAMANANININNONONANANINI...- fez a professora enquanto saltava furiosamente e fazia sapateado, causando um estado de choque letárgico na turma toda.
- ... VIVA OS MACACOS!- exclamava a Sara, de mão em punho, lembrando-me um comuna activista—(nomeadamente um russo fanático daquela coisa toda do Lenine e do Estaline!)
- Mas, os macacos é mentira, quero dizer, a professora de História, sim ela, disse, sim, disse que só dava a matéria, dar a matéria, percebe professora?, dar a matéria por dar, porque ela própria não acreditava, sim, naquilo!- dizia rapida e intermitentemente a Perry, gesticulando com as mãos e encolhendo os ombros.
Era desta e não havia escapa possível: o primeiro teste do ano ia ser feito- e mai’ nada.
TIC era, é e sempre será, uma disciplina diferente das outras, e concretamente mais apreciada na Família. Sendo todas umas computoólicas agudas, o que mais aprazia era ter uma disciplina que nos ensinava a tratar melhor dos nossos “bebés”, e que ainda nos proporcionava um quarto de hora (como quem diz, meia horita) de messenger e hi5. Era desta mesma disciplina, tão recente nos nossos horários, que iria ser feita a primeira ficha avaliação sumativa do primeiro trimestre do 9º ano 2005/2006.
A data havia sido convenientemente marcada na primeira gloriosa aula desta disciplina, na 2ª semana de aulas, (ou primeira, pois a autêntica primeira tinha sido uma sexta feira), na última aula de 5ª feira- ou seja, antes do almoço, depois da primeira aula de Educação Física (em que haviamos jogado vólei). Uma voz falou por todas, posto a nu os nossos pensamentos ingénuos e receosos, «Iiih... dia 11 de Outubro?!? Isso ainda anda a léguas!». Sempre que penso nesta exclamação apetece-me rir, rir e morrer a rir, rebolar-me no chão a rir e engasgar-me com tanta gargalhada, com o ridículo que isto soa... agora. Ao que parece, as tais “léguas” foram mais “milímetros”- dando uma pequena alusão à nossa pequena directora de turma.
Na semana passada (na sexta-feira, vá) começamos a aperceber-nos que algo de errado estava e que, segundo as nossas contas exageradas (ou não!) nem uma semana de aulas “livre”- sem testes- para nos lamentarmos com as notas. Não senhor, iria ser tudo corrido a testes seguidos e fichas e fichas de avaliação non-stop, até às férias de Natal (que ainda pra’ lá vão!). E que, pois é, já na terça-feira o autêntico pesadelo dos estudantes começaria...
O fim-de-semana correu levemente, sem nada a salientar, (isto posto que a ida programada pela maioria das alunas ao loft tinha sido adiada para a próxima semana), e assim, suavemente, começou a 4ª semana de aulas.
Segunda-feira foi como outra qualquer passada na companhia das Power; exactamente igual a sexta, com o mesmo burburinho referente ao fim-de-semana, o mesmo cansaço (ainda que provocado por outras actividades, de longe, mais divertidas), e o mesmo espírito provocador que tão marcantemente dá o nome à nossa turmita. Fora uma chuvada tropical ou outra, foi um dia “light” passado em “modo económico”, enquanto utilizavamos um furacão como pretexto para ter menos trabalho no decorrer das aulas...
Apenas à tarde se começou a falar no tal teste que iriamos ter no dia seguinte...
- Alguém sabe se o teste de TIC é quinta?- perguntara Joana Alvim, com o mesmo ar leviano, esquecido e feliz do costume.
- ‘Tás parva Joana??- praguejou Ana Catarina num tom um tanto desafinado.- É amanhã.- declarou, triunfante sem razão aparente.
- É é.- suspirou Bia num dejeito leve, enquanto arrumava uns papéis de cima da mesa.
- Ai é? Mas que porcaria...- consentiu em dizer Teresa Gala, a nossa “Zagalinha”, que, mesmo sabendo que seria amanhã, tinha de concordar que era um absurdo termos um teste “tão cedo no nosso calendário”.
- Tsk..., olha, é a vida!...- disse Ana Margarida, batendo as pestanas que cortinam os olhos verdes, enquanto se voltava para trás de modo a prosseguir os árduos trabalhos de arrumação da mochila.
- ‘Té manhã...- resmunguei eu, estupidamente feliz por ter o prazer de completar o primeiro resumo em Word do ano.
- Xicona, não te esqueças de pedir à tua mãe... – lembrou Sara num tom grave e preocupado.
- Ok ok, não me esqueço!- murmurei.- E _ ah_ como é que se faz em relação aos convites?
- Nós tratamos de tudo.- e Ana Catarina piscou um olho a Sara e Inês Fonseca.
- ‘Tá. – ia a sair quando...- MADALENA NÃO TE ESQUEÇAS DO PORTÁTIL!- um grito confirmativo deu-me a resposta.
A manhã seguinte (de hoje, o dia em que escrevo) foi igualmente húmida, com um tempo estranho e ameaçador, uma chuva quente e grossa que caía em cima dos capots dos carros e fazia estremecer de frio, não se justificando em termos de temperatura.
- Ai que giras!- disse Mariana Eloy (a LóLó) numa tentativa de ser emotiva, mas que apenas resultou numa frase que, de tão inexpressiva, quase parecia sarcástica.
- Ó-ó-olha esta?- Filipa (... folopa, quanto a mim!) apreciava as fotos que havia tirado ontem, não podendo evitar um sorriso de orelha a orelha que cada vez mais frequentemente se podia observar, devido às falhadas tentativas de a esconder com a mão.
- SARAAA! Não dá, a minha mãe tem uma festa de uma prima (passada da boca também, LOL), e nem me deixa ir, nem vos deixa dormir cá... pelos vistos vão mesmo ter que vender o corpo ao tal míudo para ele vos dar “abrigo”!- disse, num tom de brincadeira para não mostrar o meu descontentamento.
- Oh, mas e então que fazemos, Xica?- a Fonseca tentou mostrar o seu “ar de querida”.
- Como disse; vendam o corpo ao tal vosso amigo que talvez ele vos dê sítio onde dormir!- e pisquei o olho.- Ò Joana Rita, dá aí uma espreitadela aos apontamentos que fiz... hem?, com classe não é?... eu bem disse!- e sentei-me na cadeira para por em dia a conversa fiada do costume.
Por mais infeliz que seja, a primeira aula foi Físico Química (um tempo de 45 minutos que foi parcialmente dedicado a falar sobre o museu da Carris, que iriamos visitar no dia a seguir—mesmo não sabendo o que raio é que isso tem a ver com física...) e outro tempo de Religião, em que se discutiu entusiasticamente a teoria do evolucionismo, a ciência e religião em conflicto (ou não—isto segundo o meu ponto de vista) e tal... maaais “conversa de encher chouriços” [citando a professora Catarina Antunes, num momento brilhante antes do teste].
- Oh, sim, como se Deus fosse assim... estou mesmo a ver, pegar num punhado cheio de barro e dizer «Plim plim que se faça.... hm... homem!», género Harry Potter, e depois armar-se em homem-do-talho e arrancar uma costela ao pobre do Adão e dizer «Mulher!! HAHA» .
- Ò Francisca...- começava a Guida para contra-argumentar a minha tese que mesmo estapafúrdia estava certa.
- NANANAMANAMANANININNONONANANINI...- fez a professora enquanto saltava furiosamente e fazia sapateado, causando um estado de choque letárgico na turma toda.
- ... VIVA OS MACACOS!- exclamava a Sara, de mão em punho, lembrando-me um comuna activista—(nomeadamente um russo fanático daquela coisa toda do Lenine e do Estaline!)
- Mas, os macacos é mentira, quero dizer, a professora de História, sim ela, disse, sim, disse que só dava a matéria, dar a matéria, percebe professora?, dar a matéria por dar, porque ela própria não acreditava, sim, naquilo!- dizia rapida e intermitentemente a Perry, gesticulando com as mãos e encolhendo os ombros.
- ... Deus não iria fazer isso!!- Madalena falava do assunto como se fosse Deus!
- Não sabes, ninguém é mais inteligente que Deus!!!- disse eu, a brincar com a Madalena.
- Tipo... fala por ti!!...- reclamou Bárbara com o seu toque sádico e aquela expressão "DUH" na cara. lolol!
- Meninas,...- felizmente o toque interrompeu a professora, e combinamos que se havia de convidar um cientista religioso e um teólogo experiente para nos virem tirar as dúvidas e explicar este assunto tão complexo—bom, sempre era menos uma aula a ter...
A seguir, tivemos uma matemática em que se corrigiu a enormérrima lista de T.P.C.’s (em 60, 65% da aula completamos o feito) e se deu uma catrafada de coisas e conceitos novos na restante meia hora.
Depois, a aula de Português em que, para além de se ver fotografias da bela Família, também se trabalhou um pouco...
O almoço foi a história do costume, peixe no forno com batatas “no forno”, outra comida que, as mais cautelosas e preocupadas com a saúde, costumam evitar, prevenindo assim uma intoxicação alimentar não muito agradável... ficámos na conversa (“nós”, as do refeitório do colégio) um bom bocado a gozar com uma tal “personagem” que andou com elas no 5º e 6º anos, a B.M. . Só quando reparamos que faltavam menos de 40 minutos para o teste de TIC é que o pânico nos invadiu, e descemos, (cambaleando—tal como a B.M. ), as escadas, escorregadias e enlameadas, enquanto nos ríamos.
No intervalo todas estudaram como puderam, seja, das mais variadas formas (e passo a enumerar algumas): criando menemónicas parvas, escrevendo pequenas “dicas” nas mesas, fazendo monólogos enervantes (que muitas vezes acabavam em “expulsões” dos sítios por parte das outras colegiantes), e também perguntavam coisas umas às outras,... enfim, tudo isto para comprovar que ninguém nada sabia, e tornar o stress ainda maior!
Por fim o toque chegou, e acorremos à sala de aula para tentar rabiscar alguma coisa de útil na mesa e trocar impressões (ou seja, definições de informática, tecnologia, informação, comunicação, motherboard, etc....). A professora foi [mais?] pontual do que costuma, e depois de ficarmos “em sentido”, com a sala minimamente ordenada, camisas para dentro, e apontamentos colocados num sítio em que a professora não reparasse, rezamos e sentamo-nos.
- Têem algumas dúvidas?- perguntou a professora Catarina, num tom simpático e jovial.
- Err... hm.... tsk tsk.... deixa-me ver….- todas começaram com coisas de modo a que tivessem mais tempo de “estudar”.
- Acabada a “conversa para encher chouriços”?- disse, um tempo depois.- Nem acredito que estivessem tão nervosas... bem, é sempre assim! Já no ano passado, o 9º ano também se portou assim,... e vocês, se bem me lembro, no primeiro teste de geografia...- blábláblá e continuávamos a ver ociosamente as defenições de CPU, os seus componentes, etc.
O teste começou. Duas folhas que se fizeram em meia horita, e o resto do tempo passou-se a fazer bácoras enquanto se tentava dizer respostas de uma ponta à outra da sala, etc.
- ... a 5...- sussurrava Madalena para mim, com um ar muito compenetrado.
- Shh... – murmurava, e depois dizia com um ar muito angelical (ou “mimicava” lool) palavras como “dados”- fingindo que estava a jogar, “computador”- enquanto “teclava” no meu estojo, e a mais difícil de ela compreender, “electrónicos”, em que tive de fingir que apanhava um choque por tocar na calculadora repetidamente.
Concluíndo; o teste foi fácil, e não havia muito com que nos preocuparmos.... «Ahahaha!, mas isso foi porque foi TIC...» avisou-me a Catarina do 10º ano, com um sorriso malicioso estampado no rosto.
E se for mesmo só por ser TIC? Paciência. Há de haver sempre alguém que tire melhor partido da situação, mesmo que esse alguém tenha que ser uma das professoras, vangloriando-se de ter feito um teste tão difícil que todas as alunas tenham chumbado... cruzes!!!
- Meninas,...- felizmente o toque interrompeu a professora, e combinamos que se havia de convidar um cientista religioso e um teólogo experiente para nos virem tirar as dúvidas e explicar este assunto tão complexo—bom, sempre era menos uma aula a ter...
A seguir, tivemos uma matemática em que se corrigiu a enormérrima lista de T.P.C.’s (em 60, 65% da aula completamos o feito) e se deu uma catrafada de coisas e conceitos novos na restante meia hora.
Depois, a aula de Português em que, para além de se ver fotografias da bela Família, também se trabalhou um pouco...
O almoço foi a história do costume, peixe no forno com batatas “no forno”, outra comida que, as mais cautelosas e preocupadas com a saúde, costumam evitar, prevenindo assim uma intoxicação alimentar não muito agradável... ficámos na conversa (“nós”, as do refeitório do colégio) um bom bocado a gozar com uma tal “personagem” que andou com elas no 5º e 6º anos, a B.M. . Só quando reparamos que faltavam menos de 40 minutos para o teste de TIC é que o pânico nos invadiu, e descemos, (cambaleando—tal como a B.M. ), as escadas, escorregadias e enlameadas, enquanto nos ríamos.
No intervalo todas estudaram como puderam, seja, das mais variadas formas (e passo a enumerar algumas): criando menemónicas parvas, escrevendo pequenas “dicas” nas mesas, fazendo monólogos enervantes (que muitas vezes acabavam em “expulsões” dos sítios por parte das outras colegiantes), e também perguntavam coisas umas às outras,... enfim, tudo isto para comprovar que ninguém nada sabia, e tornar o stress ainda maior!
Por fim o toque chegou, e acorremos à sala de aula para tentar rabiscar alguma coisa de útil na mesa e trocar impressões (ou seja, definições de informática, tecnologia, informação, comunicação, motherboard, etc....). A professora foi [mais?] pontual do que costuma, e depois de ficarmos “em sentido”, com a sala minimamente ordenada, camisas para dentro, e apontamentos colocados num sítio em que a professora não reparasse, rezamos e sentamo-nos.
- Têem algumas dúvidas?- perguntou a professora Catarina, num tom simpático e jovial.
- Err... hm.... tsk tsk.... deixa-me ver….- todas começaram com coisas de modo a que tivessem mais tempo de “estudar”.
- Acabada a “conversa para encher chouriços”?- disse, um tempo depois.- Nem acredito que estivessem tão nervosas... bem, é sempre assim! Já no ano passado, o 9º ano também se portou assim,... e vocês, se bem me lembro, no primeiro teste de geografia...- blábláblá e continuávamos a ver ociosamente as defenições de CPU, os seus componentes, etc.
O teste começou. Duas folhas que se fizeram em meia horita, e o resto do tempo passou-se a fazer bácoras enquanto se tentava dizer respostas de uma ponta à outra da sala, etc.
- ... a 5...- sussurrava Madalena para mim, com um ar muito compenetrado.
- Shh... – murmurava, e depois dizia com um ar muito angelical (ou “mimicava” lool) palavras como “dados”- fingindo que estava a jogar, “computador”- enquanto “teclava” no meu estojo, e a mais difícil de ela compreender, “electrónicos”, em que tive de fingir que apanhava um choque por tocar na calculadora repetidamente.
Concluíndo; o teste foi fácil, e não havia muito com que nos preocuparmos.... «Ahahaha!, mas isso foi porque foi TIC...» avisou-me a Catarina do 10º ano, com um sorriso malicioso estampado no rosto.
E se for mesmo só por ser TIC? Paciência. Há de haver sempre alguém que tire melhor partido da situação, mesmo que esse alguém tenha que ser uma das professoras, vangloriando-se de ter feito um teste tão difícil que todas as alunas tenham chumbado... cruzes!!!
Espero que tenham gostado...
A vossa narradora habitual,
Xica


12 Comments:
At 9:26 p.m.,
Soromenho said…
lol ines nos ja tentamos fazer um concurso a ver qm conseguia suster a respiraçao por + tpo na nossa turma, n faz falta dizer q correu mal!!
resumir?? q e isso?
e alem disso isto e um capitulo ;) n e pra ser pqnino... qm tiver lido q comente! =)
At 4:20 p.m.,
Soromenho said…
..... co-men-tem... COMENTEM!!
At 6:43 p.m.,
Barbara said…
Eu Li mas n tenho nada a dizer e como os senhores (?) tao todos no Cyber.. olha:P
At 5:21 p.m.,
Soromenho said…
:@ por isso e q n vou postar outro, cm tu insististe ba!
At 10:53 p.m.,
Ginete said…
Xica... tu tens noção de que escreveste 1809 palavras?! Isso são mais palavras do que as páginas do meu livro de Química!!! Inês, a questão não é se alguém leu. A questão é se alguém cometeu suicídio depois de olhar para a mancha de letras que se seguem às palavras "O primeiro teste".
"Quem tiver lido que comente". Isso não se faz. É suicídio! É como se um comediante, a seguir a uma piada da qual ninguém se riu, dissesse "Quem achou piada que se levante e execute um triplo salto mortal na posição encarpada".
No outro dia vi um nick do MSN que dizia "Life's a Bitch", ao que eu respondi "Then I guess my street is full of Lives at night". Pela mesma razão não te digo "Get a Life", visto que isso poderia ser mal interpretado.
At 9:08 p.m.,
Barbara said…
Ñ q nao fosse dificil...
At 6:58 p.m.,
Barbara said…
Sendo que "life's a Bitch" n seria dificil arranjar uma "Life"...
At 3:32 p.m.,
Peter said…
Xica resume os textos!!!!são enormes!tao muito grandes mas giros(tem de ser mais pekeninos
bj's continua Força**'s continua Força**
At 3:32 p.m.,
Peter said…
Xica resume os textos!!!!são enormes!tao muito grandes mas giros(tem de ser mais pekeninos
bj's continua Força**'s continua Força**�a**
At 3:32 p.m.,
Peter said…
Xica resume os textos!!!!são enormes!tao muito grandes mas giros(tem de ser mais pekeninos
bj's continua Força**'s continua Força**�a****
At 3:32 p.m.,
Peter said…
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